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A Menina que Roubava Livros

Minha opinião sobre o livro: 

É um livro lindo, mas não é fácil de ler. A história se passa durante a segunda guerra mundial e como todo livro que fala de guerra, em muitas páginas ele se apresenta um pouco massante. Mas é um livro tão bom, que a gente luta de forma gloriosa contra as partes cansativas, porque queremos muito acabar de ler a história de uma garotinha, que está viva em um dos piores momentos para se viver nessa vida: período de guerra, de cheiro de morte, de esconderijo.


Publicado em: 2005
Autor: Markus Zusak
Adaptação: The Book Thief (2013)
Personagens: Liesel Meminger, Max Vandenburg, Rudy Steiner, Hans Hubermann, Rosa Hubermann
Gêneros: Ficção, Ficção juvenil, Romance, Ficção histórica
Idiomas originais: Língua alemã, Língua inglesa
Na época que li esse livro, ele estava entre os mais lidos daquele ano. Por isso tive medo de me decepcionar com ele, porque lembro que o livro A Cabana também estava na lista e ele foi um dos piores livros que já li nessa vida. Mas A menina que roubava livros é maravilhoso e eu recomendo a leitura a todas as pessoas, principalmente para os adolescentes que vivem reclamando de suas vidas e de seus pais, que vivem com essa revolta desmedida e essa raiva de pança cheia. Se você for pai, e tiver um filho na pré-adolescência, eu sugiro: dê até um prêmio recompensa ao seu filho, caso ele leia e lhe apresente uma resenha caprichada desse livro, escrita a punho. Você não vai se arrepender.

Sinopse: 

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

Trechos do livro


"Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás."


"Há rugas na face de papai. Parecem tensas e por algum motivo quando as vejo sinto vontade de chorar. Não é por tristeza nem por orgulho."


"O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer."



"Uma oportunidade conduz diretamente a outra."



"Olhem para meus machucados. Olhem para este
arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada."




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