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As Margens do Rio Piedra, sentei e Chorei


Já faz um tempinho que eu terminei o livro “As Margens do Rio Piedra, sentei e Chorei” mas a preguiça não me deixava postar a resenha. Essa semana me dei conta de que estava quase terminando o atual livro que estou lendo (O Monte Cinco) e ainda não fiz essa resenha.


Críticas sobre Paulo Coelho


Bom, como eu já disse aqui no post, depois de ficar anos afastada da literatura por causa dos livros jurídicos da faculdade e da profissão, estou relendo os melhores livros do Paulo Coelho. Eu li quase todos na adolescência e resolvi reler alguns agora que eu começo uma nova fase na minha vida.

Os livros de Paulo Coelho são cheios de explicações sobre a lenda pessoal e isso eu adoro muito. Mas os livros estão longe de serem meras injeções de auto estima, como os livro de Augusto Cury, porque Paulo Coelho, além de nos repassar várias informações preciosas e conhecimentos místicos, ele nos ensina a praticar o caminho.

A crítica fica para o fato de o escritor, de forma ainda que fabulosa, publicar passagens já escritas e conhecidas de filósofos, sábios e de manuscritos em seus livros, como se fossem de sua autoria. 
Por isso Paulo Coelho é tão odiado por alguns críticos de literatura. Mas só por isso, pois dizer que os livros são ruins, é pura mentira.

Resenha

Passado esses pormenores, vamos a resenha:

As Margens do Rio Piedra é um livro que fala de amor, escolha e relacionamento com sua vocação e com seu lado espiritual. O livro trás informações sobre a teoria e doutrina que defende a face feminina de Deus. Mas esse detalhe é apresentado de forma bem sutil.

Tudo começa com um encontro de um casal de velhos amigos em Madrid. 

Juntos, eles passam por todos os medos e dúvidas que todos nós passamos quando conhecemos alguém e nos apaixonamos, com a diferença que ambos estão dispostos a não fazer o que a maioria dos casais fazem: deixar de se entregar ao amor, por receio de sofrer as dores que ele trás.

O verdadeiro amor é um ato de entrega total. Este livro trata da importância dessa entrega. Pilar e seu companheiro são personagens fictícios, mas símbolos dos muitos conflitos que nos acompanham na busca da Outra Parte. Cedo ou tarde, temos que vencer nossos medos, já que o caminho espiritual se faz através da experiência diária do amor.

Eu diria que o livro trás informações muito interessantes, válidas e nos ajuda a evitar que percamos nosso momento, nosso amor, por falta de maturidade e por mero medo de amar.

Se no mundo vivemos para aprendermos uns com os outros, os livros nos ajudam de forma bem mais ágil e perspicaz a adquirir sabedoria.  Então use!


"Não há nada mais forte que o amor, essa é a lição que se tira deste livro.
Paulo Coelho mistura de forma magnifica o amor carnal e o amor espiritual, mostra-nos de uma forma sublime que quando amamos nada é impossível, que os sonhos foram feitos para serem realizados e que basta acreditarmos para conseguir.
Todos temos um destino, podemos escolher cumpri-lo e sentirmo-nos realizados ou fugir dele e sentir para sempre que nos falta algo, que não estamos completos.
Na "Margem do rio Piedra", é a prova de que o paraíso existe na terra, não por ser uma história de amor com um final feliz mas sim porque mostra que tudo é possível, que os sonhos se podem realizar, que Deus não está lá em cima mas aqui em baixo, com cada um de nós e que não importa o nome que lhe damos mas sim a fé que temos nele."
Um livro magnifico.
(Amanda Barbosa)

Como eu disse, o livro é cheio de mensagens maravilhosas. Confira!


- Um sujeito encontra um velho amigo - que vive tentando acertar na vida, sem resultado. "vou ter que dar uns trocados para ele", pensa. Acontece que, naquela noite, descobre que seu velho amigo esta rico, e veio pagar todas as dividas que contraiu ao decorrer dos anos.
Vão até um bar que costumavam freqüentar juntos, e ele paga a bebida de todos. Quando lhe indagam a razão de tanto êxito, responde que até dias atrás estava vivendo o Outro.
- O que é o Outro? - perguntam.
- O Outro é aquele que me ensinaram a ser mas que não sou eu. O Outro pensa que a obrigação do homem é passar a vida inteira pensando em como juntar dinheiro para não morrer de fome quando ficar velho. Tanto pensa,e tanto faz planos, que só descobre que está vivo quando seus dias na terra estão quase terminando. Mas aí é tarde demais.
- E você, quem é?
- Eu sou o que qualquer um de nós é, se escutar seu coração. Uma pessoa que se deslumbra diante do mistério da vida, que está aberta aos milagres, que sente alegria e entusiasmo pelo que faz. Só que o Outro, com medo de decepcionar-se, não me deixa agir.
- Mas existe sofrimento - dizem as pessoas no bar.
- Existem derrotas. Mas ninguém escapa delas. Por isso, é melhor perder alguns combates na luta por seus sonhos que ser derrotado sem sequer saber porque você está lutando.
- Só isto? - perguntam as pessoas no bar.
- Sim. Quando descobri isto, acordei decidido a ser o que realmente sempre desejei. O Outro ficou ali, no meu quarto, me olhando, mas não o deixei mais entrar - embora tenha procurado me assustar algumas vezes, me alertando para os riscos de não pensar no futuro.
"A partir do momento em que expulsei o Outro da minha vida, a energia Divina operou seus milagres."

Seja feito a sua vontade, Senhor. Porque Tu conheces a fraqueza do coração dos Teus Filhos, e só entregas a cada um o fardo que pode carregar. Que Tu entendas meu amor - porque ele é a única coisa que tenho de realmente meu, a única coisa que poderei carregar para a outra vida. Faz com que ele se conserve corajoso e puro, capaz de continuar vivo, apesar dos abismos e das armadilhas do mundo.

Existem muitas maneiras de se cometer suicídio. Os que tentam matar o corpo ofendem a lei de 
Deus. Os que tentam matar a alma também ofendem a lei de Deus, embora seu crime seja menos 
visível aos olhos do homem.

Aquele que é sábio, só é sábio porque ama. E aquele que é tolo, só é tolo porque pensa que pode entender 
o amor.

 Certas pessoas vivem brigadas com alguém, brigadas consigo mesmas, 
brigadas com a vida. Então, elas começam a criar uma espécie de peça 
de teatro na cabeça delas, e escrevem o roteiro de acordo com suas frustrações.
– Eu conheço muita gente assim. Sei do que está falando.
– O pior, porém, é que elas não podem representar esta peça de teatro 
sozinhas – continua. – Então começam a convocar outros atores.
...
“A agressividade deste senhor era visível, foi fácil evitar que contracenássemos. 
Outras pessoas, entretanto, nos ‘convocam’ quando começam a se comportar como vítimas, reclamando das injustiças da vida, pedindo para que a gente concorde, dê conselhos, participe.”
...
– Cuidado – disse. – Quando se entra neste jogo, sempre se sai perdendo.



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